Indicação de livro: À Caça de Harry Winston.



É da mesma autora de “O Diabo Veste Prada”. E eu deveria querer matar a Lauren Weisberger, por que quase fui roubada por causa dela, no dia em que fui à estreia do seu filme. Mas seu talento supera.

O livro conta a história de três mulheres, que apesar de serem muito diferentes, são super amigas. Cada uma com a sua história em relação aos homens. Uma é certinha demais, a outra é normal demais, e a outra é puta demais. As três criam um pacto e dentro de um ano, deveriam mudar suas vidas. (a puta deixaria de ser puta, a santa deixaria de ser santa...)

Devo dizer que eu tive várias crises de riso durante o livro. E na maioria das vezes, eu estava dentro do ônibus e deveriam ter me tachado de louca, porque pego ônibus com as mesmas pessoas e todo dia, era a mesma coisa. Eu sentava, pegava meu livro e começava a rir loucamente.

Além de tratar dos três mundos diferentes, Lauren Wisbalgumacoisa consegue retratar como é o universo das mulheres. Claro, ela é uma. Mas nós mesmas não admitimos que às vezes (só às vezes!) sentimos inveja da amiga.

Lauren foi foda.

E, demonstrou que nós mulheres não podemos ser submissas ao homem. Se ele te da um pé na bunda, as lagrimas são inevitáveis (ou não)... E se ele quer voltar, você aceita de braços abertos, como se nada tivesse acontecido.

Lauren mostrou que não. Nós podemos ser mil vezes mais fortes do que isso.

Enfim, leia o livro, depois me conte se pagou algum mico rindo loucamente, assim como eu.

Obs: Obrigada Mariana Quindeler, por ter me indicado o melhor livro, sem mesmo ter lido.

A arte de escrever.



Escrever para mim é um prazer imenso. Posso expressar em palavras tudo o que sinto. E tem gente que não consegue. Consigo passar minhas ideias para o papel sem dificuldade alguma, e tem gente que vê como um grande problema.

Quando eu era pequena (não de tamanho e sim de idade) não conseguia desenhar como as minhas amigas. Isso sim era um grande problema. Ao invés de desenhar flores e corações, rabiscava a folha inteira e dizia a minha mãe que era a minha ‘história’. Olhava as letras das revistas da minha mãe e tentava fazer igual. E toda vez que ia brincar de boneca com as minhas primas, dizia que seria a ‘moça que dava as noticias na televisão’.

Era uma paixão por escrever que nem eu mesma sabia que tinha. E até pouco tempo eu não tinha noção disso.

Foi ai que comecei a ler webnovelas no Orkut, e cada web nova que eu começava a ler, eu enxergava algum defeito, o que me fazia imaginar outra história para aquela web. Daí me deu a ideia de escrever uma web também. Porque não daria certo comigo? Pensei em um tema que chamasse atenção, e foi ai que escrevi minha primeira história chamada “Beija Sapo”. O tópico foi para mais de quatro mil comentários e eu achava aquilo quase impossível, já que eu nunca tinha escrito uma história antes (além das que eu criava na infância e do meu diário).

Gostei dessa história de criar um mundo da qual eu não fazia parte diretamente. E não consegui mais parar. Surgiram outras ideias, outras histórias, outros gêneros, outro encanto e percebi que isso era a minha vida.

Escrevi uma história na qual a personagem principal era jornalista e eu me via como a própria personagem. Com a correria de uma redação de revista, com repórteres chegando para te passar à matéria, com sessões de fotos, com pautas, com tudo que uma jornalista tem que fazer.

Minha paixão por palavras vem antes mesmo de eu saber ler e escrever, e vai continuar por muitos e muitos anos. Porque este sempre foi o meu sonho. E de sonhos, eu não desisto jamais.

Tus manos



Já reparou que estamos sempre reclamando? E na maioria das vezes, sem motivo e necessidade. Reclamamos por capricho, por estresse, por falta de dinheiro, por falta de paciência, por insatisfação consigo mesmo. Reclamamos definitivamente de tudo. Vai dizer que não? Se alguém te contrariar, você até fala mil palavrões secretamente.

Mas já parou pra pensar que isso é tão pequeno diante da sua condição?

Por exemplo, você tem duas mãos, certo? Tem uma boa visão, audição, pernas para se locomover, e uma boca para falar.

E quem não tem? Eu por exemplo, tenho uma melhor amiga que tem apenas uma mão. E são raras as vezes que a vejo reclamando (só quando tem problemas em casa com a mãe, ta isso é normal, todo mundo tem). Ela está sempre sorrindo, e ri de tudo na vida. Até dos problemas ela tira uma onda. E porque não fazer o mesmo? Só porque a sua vizinha tem um tênis da moda, você já sai correndo para a sua mãe para pedir, e se ela te dá um “Não” começa a dizer que está cansada da vida que leva. Sei que não é com todo mundo que acontece, mas às vezes, é assim! Até eu já fui dessas de reclamar de Deus e o mundo... por nada.

Quando conheci minha melhor amiga, pensei “como será que ela escreve?” Lógico, com a outra mão. Mas e as outras coisas? Como ela faz?

Quem está de fora da situação vê aquilo como coisa de outro mundo. Mas quem vive, tira de letra e com um sorriso colgate no rosto.

Ela tem dificuldades, como todos nós temos. As dela são diferentes, porque ela é diferente. Como eu não sou igual a você. Mas ela é diferente de mim e de você, porque ela nasceu com um problema e tirou dele um exemplo de vida. Não é porque ela não tem uma mão que fica escondida de todos por vergonha e reclamando de tudo. Ela tem uma vida normal, melhor do que muita gente que vive reclamando por ai.

Pense nisso.